terça-feira, 6 de julho de 2010
Entrevista com Oeiras, Presidente do PT Ananindeua: "Sou contrário ao processo de privatização".
Oeiras- As duas políticas citada por vc ainda não foram implantadas no município de Ananindeua. Em março na primeira audiência da nova Executiva Municipal com o Prefeito, pautamos essas duas importantes políticas entre outras que historicamente o PT tem defendido, com a gestão e o controle social nos espaços institucional e governamental.
AD - Recentemente o governo Helder implantou uma medida muito impopular que depois de muita mobilização dos estudantes e sindicatos ele revogou, essa medida limitava meia-passagem para estudantes nos ônibus que circulam no município de Ananindeua. Qual foi à posição do PT diante desse Decreto do governo?
Oeiras- A posição do PT foi contrária ao Decreto. A meia passagem foi uma conquista da luta estudantil nos anos 80, inclusive com minha participação, a época eu era estudante secundarista. Por isso, vamos sempre reafirmar a manutenção histórica da universalização da meia passagem.
AD – O PMDB a nível estadual rompeu com o PT e entregou alguns cargos que tinha na administração estadual.
Aqui Ananindeua como anda a relação PT e PMDB?
Oeiras - O PT e o governo estadual buscaram reafirmar a composição vitoriosa das eleições passada. Mas Infelizmente esse processo não vingou, esperamos que no segundo turno estejamos junto com o PMDB, já que nacionalmente o PMDB através do Deputado Federal Michel Temer é o vice da companheira Dilma. Aqui em Ananindeua vamos continuar no Governo devido ao processo de coligação realizado em 2008.
AD – A eleição de 2010 deve ser um termômetro para 2012, onde teremos a sucessão do Prefeito Helder Barbalho. O PT faz parte do governo municipal, vai continuar na coligação, ou já pensa em tomar outro rumo?
Oeiras - A agenda eleitoral 2010 poderá ser um momento de afirmação e de construção partidária do PT de Ananindeua. Mas não podemos neste ano adiantar o processo eleitoral 2012, que seria um erro político. Em relação à coligação em 2012, o PT tem um arco de aliança prioritário com vários partidos, inclusive com o PMDB que é da base do Governo Lula. Dilma eleita o PMDB terá a vice presidência do Brasil. Portanto, estaremos abertos para marchar com os partidos aliados dentro de um programa de desenvolvimento sustentado para o município. Em relação ao outro rumo, o PT durante o processo de eleição direta (PED) em 2009, todas as teses das forças políticas que atuam no PT de Ananindeua, apontavam para a construção de uma linha de reorganização e fortalecimento do PT para ser uma alternativa de governo em 2012.
AD – O PT tem um grande desafio que é a reeleição da governadora Ana Júlia e a eleição do Deputado Paulo Rocha para o Senado. Ananindeua é o 2º colégio eleitoral do Estado. O PMDB tem a candidatura ao governo de Juvenil e o PSDB Jatene. Vc. acha que a Governadora Ana Júlia vai ser a mais votada em Ananindeua?
Oeiras - Acredito que sim. Historicamente sempre ganhamos em Ananindeua. Estamos nos preparando para essa batalha. A direção municipal esta unida e tem se debruçado na organização dos setoriais do partido, realizamos plenárias e estamos dialogando com diversos setores da sociedade, inclusive com os partidos aliados para organizamos um grande comitê da Frente Popular para ajudar na eleição da companheira Dilma Presidente, Ana Julia Governadora e companheiro Paulo Rocha para o senado
AD - O PR faz parte da coligação da chapa Ana Júlia (PT) – Anivaldo Vale (PR). Em Ananindeua a principal liderança do PR e o presidente da Câmara, Eliel Faustino, que é muito ligado ao Prefeito Helder Barbalho, que apóia Juvenil ao governo e Jader para o senado. O PT já conversou com o Eliel sobre a Campanha Ana Júlia e Paulo Rocha para o Senado?
Oeiras - Oficialmente o PT ainda não conversou com Eliel, mas como afirmei vamos construir um grande comitê da Frente Popular dos partidos que apóiam a reeleição de Ana e a eleição do Paulo Rocha para o senado e com certeza o PR estará conosco nesta eleição também em Ananindeua.
AD – No dia 30/06 o diretório Estadual do PT aprovou apoio ao Projeto de Lei (PL) PPA’s (Parcerias Públicas e Privadas) do Prefeito Duciomar, essa resolução impõe aos vereadores da legenda que votem favorável ao PL do prefeito. Na pratica isso abre caminho para a privatização dos serviços de água e esgoto de Belém e cobranças de pedágios nas pontes de Mosqueiro e Outeiro e etc. como dirigente do PT vc. apóia a decisão do diretório Estadual, e acha que a bancada dos vereadores do PT na Câmara de Belém deve votar favorável ao projeto de privatização?,
Oeiras - Tenho a informação que o DR aprovou uma resolução indicando ampliar o debate sobre o projeto do Prefeito de Belém. Sou contrário ao processo de privatização. A bancada municipal fechou decisão por unanimidade de votar contra ao projeto das PPPs. O líder da Bancada na CMB o vereador Otavio Pinheiro tem se dedicado a conversar com outros dirigentes do PT e do Governo para garantir a unidade partidária na luta contra a privatização dos serviços públicos da capital
Blog Ananindeua Debates
http://ananindeuadebates.blogspot.com/
Indústria naval renasce das cinzas.
Esta reviravolta fantástica está sendo proporcionada sobretudo pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), um dos principais projetos do PAC. As encomendas do Promef somam 49 navios de grande porte. As premissas do Promef são de que os navios devem ser construídos no Brasil e com índice de nacionalização de 65% na primeira fase e de 70% na segunda, além da exigência de que sejam competitivos internacionalmente.
No mês passado, nós participamos do lançamento ao mar do primeiro navio concluído: o João Cândido, construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, com 274 metros de comprimento, duas vezes e meia a distância de uma trave à outra do campo do Maracanã. Na última quinta-feira, o segundo navio, o Celso Furtado, foi lançado ao mar no Estaleiro Mauá, em Niterói, no Rio de Janeiro. Nós estamos resgatando uma tradição cara ao nosso país, uma vez que este estaleiro foi fundado em 1846 pelo Barão de Mauá, pioneiro da indústria naval e do desenvolvimento industrial do nosso país.
A grande maioria dos trabalhadores do Atlântico Sul ganhava a vida como pescador, cortador de cana ou doméstica. Todos eles receberam formação em três fases, até a qualificação final para as atividades de soldador, caldeireiro, mecânico, montador e pintor. Não há nada que pague ver a expressão de felicidade estampada no rosto dos trabalhadores, pessoas que jamais imaginaram que um dia seriam capazes de construir um verdadeiro monumento, como é o navio João Cândido.
A retomada da indústria naval é irreversível. Além das encomendas atuais, não é difícil imaginar quantas encomendas serão geradas com o início da exploração do pré-sal. Além da revitalização dos antigos estaleiros e da construção, por exemplo, do Atlântico Sul, o Estaleiro Aliança, de Niterói, vai construir uma nova unidade em São Gonçalo (RJ); o Estaleiro Rio Grande, em Rio Grande (RS), construirá oito cascos de navios-plataforma para a Petrobras, e o grupo Wilson Sons anunciou, na semana passada, a construção de outro estaleiro na mesma cidade. Outros quatro serão instalados no país, para atender à demanda crescente: Paraguaçu, na Bahia, Eisa, em Alagoas, Promar, no Ceará ou Pernambuco, e Corema, em Manaus. Os reflexos desta verdadeira explosão da indústria naval estão se espraiando por toda a economia e beneficiando, direta ou indiretamente, todos os brasileiros.
Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.
PT Nacional.
O futuro chegou e o pós-Lula é Dilma, diz PT no programa de governo
No documento, sustenta que a economia brasileira voltou a crescer após duas décadas de estagnação ou avanços “medíocres” com uma nova lógica. “Ele [o crescimento] se faz com forte distribuição de renda, com inédito equilíbrio macro-econômico, com redução da vulnerabilidade externa e, sobretudo, com fortalecimento da democracia.”
Contudo, o PT ressalta que os avanços conquistados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão permitir que o próximo governo não seja apenas uma continuidade do que foi realizado. “O Brasil deixou de ser o eterno país do futuro. O futuro chegou. E o pós-Lula é Dilma.”
Confira alguns pontos das diretrizes programáticas:
Economia
A candidatura de Dilma à presidência assume o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento econômico amparado no crescimento acelerado, no combate às desigualdades raciais, sociais e regionais, e na promoção da sustentabilidade ambiental.
A política de valorização do salário mínimo, o aprimoramento dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, a ampliação do crédito popular, o fortalecimento da agricultura familiar e a redução de impostos serão as bases para a expansão do mercado de bens de consumo que produziu forte impacto positivo sobre o setor produtivo.
Inovação
O documento destaca ainda que ciência e inovação tecnológica serão usadas a serviço deste novo modelo de desenvolvimento. Para isso, a inclusão digital, com banda larga acessível, será ampliada e os investimentos estrangeiros serão vinculados à transferência de tecnologia.
PAC
Para o PT, o governo Dilma será marcado pela elevação das taxas de crescimento, o que exigirá a conclusão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além de acentuar a competitividade da economia brasileira, o PAC vai, sobretudo, oferecer “consideráveis” melhorias das condições de vida dos brasileiros por meio da ampliação de linhas de metrô, corredores de ônibus e redes ferroviárias urbanas e regionais, universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana, recuperação de áreas degradadas e de prevenção de acidentes em áreas de risco e ampliação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
Educação
Embora o governo Lula tenha tomado importantes iniciativas, como a ampliação dos repasses da União para estados e municípios e do número de escolas técnicas, o PT afirma que há “urgência para preparar os milhões de cientistas e técnicos que o desenvolvimento do país já está exigindo. Mas, principalmente, urgência para constituir uma cidadania que possa tomar em suas mãos o desenvolvimento econômico, político e cultural do país”. Assim, a candidatura de Dilma Rousseff defende a erradicação do analfabetismo, uma educação básica de qualidade e a expansão do ensino profissionalizante.
Saúde
O programa de governo do PT destaca ainda a consolidação do caráter universal e de qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da ampliação das equipes de Saúde da Família, das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para garantir “a todos os brasileiros a atenção básica e de média complexidade, inclusive emergências”. As políticas de assistência farmacêutica e o programa Farmácia Popular serão aprofundados.
Mulheres
Outro destaque foi dado às ações de combate à desigualdade de gênero. O Estado, diz o documento, deve assumir sua responsabilidade na construção de políticas públicas que garantam o direito ao trabalho, com condições iguais entre homens e mulheres, combatem a violência de gênero e promovam a saúde da mulher.
“O Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões em assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde, direito de decidirem livremente sobre todas as questões referentes à sua sexualidade e estabelecer relações afetivas e sexuais livres de coação, discriminação e violência”, diz o programa do PT.
Saite do PT Nacional.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Diretório do PT Ananindeua convoca plenária para discutir a reeleição da Governadora Ana Júlia e eleição do Paulo Rocha Senador.
Dia 12/06 (sábado), As 16 horas.
Local: Colegio Pitágoras concursos
Endereço:Cidade Nova 2 WE 25 (ao lado do Pereira auto-peças)
JPT se Manifesta contra Decreto Municipal.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Artigo de Fernando Maia : DESENVOLVIMENTO SÓCIOAMBIENTAL NO PARÁ
DESENVOLVIMENTO SÓCIOAMBIENTAL NO PARÁ
O Pará extrativista tem de ser substituído por uma economia verticalizada, que aproveite as riquezas regionais em proveito próprio. Porque a vida do Estado não quer mais ficar ao sabor dos ventos do passado.
Por FERNANDO MAIA*
O Estado do Pará vive um momento único em sua história republicana, uma das maiores reservas minerais do mundo – com jazidas provadas e prováveis de 7,2 bilhões de toneladas de minério de ferro, além de níquel, ouro, cobre e bauxita. Nesse momento o lançamento da Aços Laminados do Pará (ALPA), deve ser o símbolo maior dessa empreitada. A expectativa é que essa iniciativa atraia outras indústrias para agregar valor à produção local.
Para pavimentar esse caminho, o Pará deve receber mais de R$ 35 bilhões em investimentos em projetos de energia e infraestrutura de transportes e logística a partir desse ano. A maior obra do pacote é a, polêmica mais necessária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Usina Hidrelétrica de Belo Monte, com capacidade instalada de 11 mil megawatts (MW) e geração firme de 4.400 MW, a usina será a terceira maior do mundo em operação.
A verticalização está sendo implementada em meio à forte pressão internacional para que seja freiada à agressão ambiental. O Pará está entre os primeiros colocados dos que mais devastam a floresta, o Estado começa a dar sinais expressivos da mudança de postura a partir de 2008, ao anunciar e liderar um programa ambicioso, o Programa Plantio de 01 bilhão de árvores, que iniciou um longo trabalho de reflorestamento com espécies nativas no Estado do Pará.
Outro grande desafio para a gestão sustentável do Estado do Pará é a qualificação da mão de obra local para que a população paraense também possa ser beneficiar do atual processo de expansão econômica, até porque não podemos continuar sendo os fornecedores de produtos primários ou semi-elaborados como ferro, aço e alumínio para países como o Japão, que manufatura, cria valor e nos vende de volta com valor agregado.
Para o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio de Abreu Monteiro, economista da UFPA, o elemento central para construir um desenvolvimento sustentável e duradouro no Pará, passa pela integração de seus principais pólos produtivos intra e inter-regionais. Isso representou trabalhar simultaneamente em duas frentes: os investimentos de infraestrutura para a interligação e integração (pólos de Belém, Marabá e Santarém) e medidas institucionais, como a mudança de marcos legal, para dar segurança jurídica aos investidores em setores sensíveis, como é o caso da exploração agropecuária.
Na infraestrutura, entre as principais obras, está a conclusão das eclusas de Tucuruí; o início das obras da hidrelétrica de Belo Monte; o asfaltamento da Transamazônica e da Santarém-Cuiabá; a reforma e ampliação do porto de Vila do Conde; e o projeto NavegaPará, que conecta por banda larga de internet o Estado. O principal sinal deste momento é o investimento, até agora, de US$ 3,7 bilhões que a Vale faz para a construção da siderúrgica Aços Laminados do Pará (ALPA), na região de Carajás (área de Marabá), prevista para entrar em funcionamento em 2013.
Agora, na velocidade da internet de banda larga que chega até as aldeias indígenas, o Pará solta a voz para o centro do poder nacional. E para a governadora Ana Júlia Carepa, o Estado está finalmente sendo ouvido e se apronta para a industrialização e para dar uma guinada em sua história. “Quando assumi o governo, procurei os grandes empresários que atuam no Estado e o governo federal para dizer que o Pará não queria e não podia ser mais mero produtor e exportador de matéria-prima. E temos conseguido, desde então, grandes conquistas no processamento de nossas riquezas naturais, o que gera mais trabalho – e trabalho mais qualificado – e projeta um futuro promissor como nunca tivemos”.
Todo esse desenvolvimento só tem sentido quando se agrega valor, não só gerando divisas, empregos, progresso, mas principalmente quando se cuida dos resíduos gerados pela ação humana. Nesse sentido, experiências como a que ocorre, há três anos em Marabá, pela Sinobrás, uma das conquistas recentes na verticalização do minério de ferro, é extremamente positiva. É a primeira fabricante integrada de aços longos do Norte e Nordeste. Resultado de investimentos de US$ 350 milhões do Grupo Aço Cearense, o maior importador de aço do País, produz 350 mil toneladas/ano de aço laminado a partir de ferro-gusa líquido e sucata e emprega mais de mil funcionários diretos. A Sinobras está se associando a Vale para a criação da Aline, num investimento estimado em R$ 1,4 bilhão (75% da Sinobras), para produzir aços laminados a quente, a frio e galvanizados a partir das chapas da vizinha e sócia Alpa.
A cadeia produtiva do alumínio no Pará já é uma realidade. O ciclo começa na bauxita extraída pela Mineração Rio do Norte (MRN), e pela Mina de Bauxita Paragominas, em Oriximiná e Paragominas, respectivamente, seguindo para a Alunorte, em Barcarena, onde é processada até ser transformada em alumina que, por sua vez, é enviada para a Albras, onde é transformada em alumínio líquido ou em lingotes. Ainda em Barcarena, o alumínio líquido segue para a Alubar, onde são produzidos cabos de distribuição e transmissão de energia elétrica. É a indústria do alumínio no Pará, em um ciclo de desenvolvimento que, além de produtos de qualidade internacional em toda a sua cadeia, gera mais de 10.000 empregos diretos, 45.000 indiretos, com receita anual superior a cinco bilhões de reais, que representa cerca de 35% do PIB industrial do Estado.
O governo do Pará está transformando as riquezas do estado em emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões. Apenas no sul e sudeste do Pará será mais de US$ 5 bilhões em investimentos, sendo a instalação da ALPA, em Marabá, o maior. A ALPA, aliada a Sinobrás irá gerar mais de 26 mil postos de trabalho.
No oeste do Pará, a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, já é o maior empreendimento energético do PAC, com um custo estimado em R$ 16 bilhões a usina será a segunda maior do Brasil com potência instalada de 11 mil megawatts. Além do investimento na usina, outros R$ 2,3 bilhões serão destinados ao Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu, para aplicação em obras e serviços nos municípios impactados pela hidrelétrica. Deverão ser investidos ainda, por exigência do governo e compensação pela construção da usina, outros R$ 35 milhões na criação do terminal intermodal de Vitória do Xingu e na construção das eclusas de Belo Monte, estimulando o desenvolvimento da região e garantindo a navegabilidade do Rio Xingu.
Na Região Metropolitana de Belém (RMB), o Distrito de Icoaraci foi completamente revitalizado, com 31 indústrias em funcionamento, gerando mais de 13 mil empregos, entre diretos e indiretos e possuindo um faturamento bruto anual acima de R$ 616 milhões. Isso sem falar, no desenvolvimento econômico também em tecnologia e inovação. Já estão em curso obras de implantação dos Parques de Ciência e Tecnologia em Belém (PCT-Guamá), Santarém (PCT-Tapajós) e Tucuruí (PCT-Tucuruí) e as obras de ampliação das Cidades Digitais do NavegaPará. E, além disso, estão previstos investimentos de R$ 261,9 milhões no PAC Estadual, em urbanização para Belém, Ananindeua e Castanhal, US$ 489,7 milhões para a pavimentação da Transamazônica, R$ 473 milhões para as duas fases das obras para viabilizar o Linhão do Marajó, que levará energia elétrica de Tucuruí a 15 municípios. estimulando o desenvolvimento da regito Regional do Xingu, para aplicaç em todas as regi
O grande desafio dos investidores locais e de fora é superar todas as salvaguardas ambientais necessárias para um investimento processual e duradouro que permita a verticalização de vários setores da economia com a agregação de valor necessária não só as populações locais como para o estado inteiro. Para isso é necessária uma visão mais macro dos problemas históricos do estado, como os gargalos infraestruturais, a energia limpa e barata, mas, sobretudo qualificação de mão de obra local e progresso real para os municípios. Não se sustenta um desenvolvimento que estabelece um confronto com a exploração desenfreada dos recursos naturais a qualquer preço e a legislação ambiental em vigor em nosso país, ou seja, não são as leis ambientais entraves ao desenvolvimento, mas sim um necessário equilíbrio dinâmico na relação matéria prima-natureza.
O exemplo mais evidente dessa constatação é o setor madeireiro, um dos maiores devastadores da floresta amazônica, no entanto esse problema tende a diminuir seja a partir das ações coercitivas do governo federal que tem ocorrido aqui em nosso estado, seja a partir da normatização e legalização da posse da terra e do manejo florestal levado a cabo pelo governo estadual por meio de programas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que confere a legalidade ambiental da propriedade e o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), em curso nas principais regiões produtoras do território paraense. Com isso, o setor madeireiro começa a dá sinais de ter retomado a rota do crescimento desde os últimos meses de 2009, tanto na produção quanto na exportação.
A verticalização dá bons sinais também no setor madeireiro, por muito tempo dependente da exportação de toras e madeira semiprocessada. É o caso da Florapac, a décima fábrica no país de MDF (pranchas de maciços de madeira processada, muito usadas para a fabricação de móveis e cozinhas planejadas) e a primeira fora das regiões Sul e Sudeste. Já emprega 700 pessoas no plantio e manejo de seus 30 mil hectares de paricá e eucalipto, nos municípios de Paragominas e Dom Eliseu, a 320 quilômetros de Belém. A produção será de 12 mil metros cúbicos/mês, o que permitirá a fabricação de MDF na região impulsionando a indústria moveleira no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Para o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o fluxo de investimentos novos tende a ampliar a criação de empregos e elevar a renda média local, entre as mais baixas do Brasil. Segundo o Dieese, 39% dos ocupados ganham menos de um salário mínimo e 70%, até dois salários. Ainda, segundo o Dieese, hoje compramos de outros estados 80% do que consumimos o que leva o Pará, além de tudo, a ter um dos custos de vida mais caros do país. Parte do problema de falta de produção própria de bens de consumo pode ter solução com a chegada de grandes fabricantes do Sul e Sudeste atraídos pelas novas condições de infraestrutura.
Também em comércio e serviços os empreendimentos externos já chamam a atenção, é o caso do Shopping Boulevard, inaugurado recentemente, um investimento de R$ 250 milhões dos grupos Aiansce e o norte-americano General Growth Properties (GGP), cuja concepção arquitetônica facilita o aproveitamento de luz natural em vários espaços e apresenta um sistema avançado de captação de águas de chuva. Além do próprio investimento, o shopping Center, gerou investimentos de R$ 175 milhões para a instalação de suas 250 lojas. Boa parte dos espaços foi ocupada por 44 franquias e marcas como Renner, Centauro, Calvin Klein, Richard’s, Bom Grillé, Divino Fogão e Capital Steak Home. Foram criados três mil empregos diretos em comércio e serviços de qualidade, o que tende a elevar a qualificação da mão de obra no setor.
Outra conquista significativa para a capital paraense foi à inauguração do Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, espaço de arquitetura sofisticada que fez de Belém pólo regional de atração de novas feiras e melhorasse as já tradicionais, como a do setor mineral, a do livro e a de material de construção. De 30 a 530 mil pessoas, no Hangar será sempre um grande evento. E ainda o centro tem, nos últimos anos, se refletindo positivamente no turismo receptivo.
Se muito vale o já feito, mas vale o que será como bem diz a governadora Ana Julia Carepa: “Em quatro anos nós já teremos um cenário muito diferente... Mas o que a nossa iniciativa construiu foi um ponto de inflexão sem volta, que está transformando e vai continuar transformando o Pará em algo que ele nunca foi – um Estado com economia pujante, que saberá processar suas enormes riquezas naturais, mas com respeito estrito à natureza”. É o governo do Pará se desenvolvendo para você.
Os paraenses hoje, sem dúvida nenhuma, convergem para uma unanimidade fundamental: o Pará extrativista tem de ser substituído por uma economia verticalizada, que aproveite as riquezas regionais em proveito próprio. É o caminho está se abrindo, seja pelos rios – os mesmos já usados nos tempos do império –, seja pela banda larga de internet, que o governo instalou na maioria das comunidades e instituições das três macrorregiões econômicas. Porque a vida do Estado não quer mais ficar ao sabor dos ventos do passado.
Fernando Maia foi Secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Belém.
Fonte: Revista Valor Econômico/Estados. www.valoronline.com.br

